“No Brasil, diferentemente dos Estados Unidos e da Europa existe muita dificuldade, por parte da equipe médica, em contar para o paciente que ele tem câncer”, mas a equipe de saúde deve ficar tranquila pois é importante o paciente conhecer o seu diagnóstico. Desta forma ele pode participar ativamente das condutas preconizadas e tomar decisões conscientes no que diz respeito a doença, facilitando desta forma a adesão ao tratamento (MORAES, 2003).
A maneira como deve ser contado o diagnóstico é um ponto fundamental na realção médico-paciente. O profissional deve transmitir ao paciente a certeza de que este receberá o melhor tratamento e salientar que a cura é uma meta em conjunto (YAMAGUCHI, 2003).
Para Yamaguchi (2003), o contato diário com o câncer e a morte é tarefa altamente ansiogênica para a equipe. O médico vivencia uma oscilação entre a sensação de poder, quando o câncer é derrotado e uma sensação de impotência quando não, mas segundo ele, nem um nem outro sentimento é desejável, pois não é uma guerra, mas o importante é estar junto ao paciente, auxiliando-o.
O trabalho multiprofissional com o paciente oncológico deve ser colocado no conforto, na dignidade e no auto-respeito do paciente, bem como propiciar a ele o direito de receber explicações a respeito de sua moléstia, participando ativamente das condutas preconizadas e tomando decisões conscientes no que diz respeito aos seus tratamentos (MORAES, 2003).
Fonte Consultada: "Introdução a Psiconcologia".
Organizadora: Maria Margarida M. de Carvalho
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Um comentário:
Sou acadêmica do Curso de Psicologia na Universidade do Contestado (7º fase) na cidade de Caçador/Santa Catarina, também sou paciente do Hospital Erasto Gaertner de Curitiba, no qual passei por uma mastectomia a quatro anos. Visitei sua página e achei muito interessante. Gostaria de contar com sua experiência e contribuição para uma pequena palestra que devemos apresentar em uma das disciplinas do curso.
Vanessa
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