“No Brasil, diferentemente dos Estados Unidos e da Europa existe muita dificuldade, por parte da equipe médica, em contar para o paciente que ele tem câncer”, mas a equipe de saúde deve ficar tranquila pois é importante o paciente conhecer o seu diagnóstico. Desta forma ele pode participar ativamente das condutas preconizadas e tomar decisões conscientes no que diz respeito a doença, facilitando desta forma a adesão ao tratamento (MORAES, 2003).
A maneira como deve ser contado o diagnóstico é um ponto fundamental na realção médico-paciente. O profissional deve transmitir ao paciente a certeza de que este receberá o melhor tratamento e salientar que a cura é uma meta em conjunto (YAMAGUCHI, 2003).
Para Yamaguchi (2003), o contato diário com o câncer e a morte é tarefa altamente ansiogênica para a equipe. O médico vivencia uma oscilação entre a sensação de poder, quando o câncer é derrotado e uma sensação de impotência quando não, mas segundo ele, nem um nem outro sentimento é desejável, pois não é uma guerra, mas o importante é estar junto ao paciente, auxiliando-o.
O trabalho multiprofissional com o paciente oncológico deve ser colocado no conforto, na dignidade e no auto-respeito do paciente, bem como propiciar a ele o direito de receber explicações a respeito de sua moléstia, participando ativamente das condutas preconizadas e tomando decisões conscientes no que diz respeito aos seus tratamentos (MORAES, 2003).
Fonte Consultada: "Introdução a Psiconcologia".
Organizadora: Maria Margarida M. de Carvalho
24.2.08
23.2.08
Quando o diagnóstico é: Câncer
A revelação do diagnóstico pode produzir no individuo a manifestação de raiva, pena de si, sentimento de perda de controle em relação à vida, angústia e medo, seja medo da dor, da humilhação física e mutilação, de deixar a família, de abandonar os projetos de vida e de se tornar dependente das pessoas ou do tratamento. Existe ainda o medo de sofrer e de causar sofrimento àqueles que estão à sua volta e, principalmente, de morrer (SIMONTON 1987; MORAES, 2003; YAMAGUCHI, 2003; DUARTE e ANDRADE, 2003; REUTTER et al., 2004).
Transtornos psicológicos, como ansiedade e depressão, podem ser identificados, sendo que estes podem continuar durante e após o tratamento.
Transtornos psicológicos, como ansiedade e depressão, podem ser identificados, sendo que estes podem continuar durante e após o tratamento.
A familia e os amigos do paciente com câncer
A família e amigos, assim como os pacientes, também sofrem e vivenciam muitos conflitos. Estudos indicam que o estado emocional destes se relacionam diretamente ao estado emocional do paciente bem como a situação de seu tratamento.
A família é de extrema importância para o enfrentamento da doença e portanto espera-se que desta estrutura emocional e equilibrio para lidar com toda a situação de doença e tratamento. Porém isto nem sempre é possivél e a familia deve contar com o apoio e orientação psicólogica.
Assim como o paciente, a família, passa por diversas manifestações psíquicas e comportamentais tais como: medo, ansiedade, impotência, fracasso, frustração, desamparo, insegurança, raiva, fantasias, sentimento de invulnerabilidade. Tais sentimentos podem desencadear uma intensa desestruturação familiar e sofrimento causado pela angústia que atinge a todos.
A família é de extrema importância para o enfrentamento da doença e portanto espera-se que desta estrutura emocional e equilibrio para lidar com toda a situação de doença e tratamento. Porém isto nem sempre é possivél e a familia deve contar com o apoio e orientação psicólogica.
Assim como o paciente, a família, passa por diversas manifestações psíquicas e comportamentais tais como: medo, ansiedade, impotência, fracasso, frustração, desamparo, insegurança, raiva, fantasias, sentimento de invulnerabilidade. Tais sentimentos podem desencadear uma intensa desestruturação familiar e sofrimento causado pela angústia que atinge a todos.
Tratamento do câncer
Após o diagnóstico, a modalidade de tratamento escolhida dependerá do tipo de câncer identificado, da localização, do tamanho do tumor, do estágio de desenvolvimento, bem como da idade, do histórico familiar e do estado geral de saúde do paciente.
Os objetivos dos possíveis tratamentos podem incluir a erradicação completa da doença maligna, sobrevida prolongada e contenção do crescimento das células cancerosas ou alívio dos sintomas associados ao processo (SMELTZER, 2002).
Os principais métodos de tratamento usados são: cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonoiterapia.
Mais recentemente outras modalidades de tratamento, tais como a terapia biológica, o transplante de células-tronco do sangue e do cordão umbilical passaram a ser utilizados (GIGLIO, 1999; COELHO, 2000).
É importante ressaltar que a reabilitação bio-psico-social é um importante aliado no tratamento e recuperação dos pacientes.
Os objetivos dos possíveis tratamentos podem incluir a erradicação completa da doença maligna, sobrevida prolongada e contenção do crescimento das células cancerosas ou alívio dos sintomas associados ao processo (SMELTZER, 2002).
Os principais métodos de tratamento usados são: cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonoiterapia.
Mais recentemente outras modalidades de tratamento, tais como a terapia biológica, o transplante de células-tronco do sangue e do cordão umbilical passaram a ser utilizados (GIGLIO, 1999; COELHO, 2000).
É importante ressaltar que a reabilitação bio-psico-social é um importante aliado no tratamento e recuperação dos pacientes.
Quais são as causas do câncer?
As causas das neoplasias nem sempre são conhecidas. Estudos sugerem origens variadas, endógenas e exógenas ao organismo, sendo as mesmas estão inter-relacionadas.
“As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural” (INCA, 2007).
Outros estudos realizados sobre a etiologia apontam que a personalidade, o estado emocional e a forma de lidar com os eventos estressantes da vida podem levar ao desenvolvimento de doenças, por meio do desequilíbrio do sistema imunológico. Entretanto, os resultados encontrados não produziram resultados conclusivos (SIMONTON, 1987; LESHAN, 1994; CHIATTONE, 1996; GARSSEN, 2004; FILETTI, 2007).
“As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural” (INCA, 2007).
Outros estudos realizados sobre a etiologia apontam que a personalidade, o estado emocional e a forma de lidar com os eventos estressantes da vida podem levar ao desenvolvimento de doenças, por meio do desequilíbrio do sistema imunológico. Entretanto, os resultados encontrados não produziram resultados conclusivos (SIMONTON, 1987; LESHAN, 1994; CHIATTONE, 1996; GARSSEN, 2004; FILETTI, 2007).
Afinal, o que é câncer?
Câncer é um termo originado do latim “câncer” e do grego “karkinos”, utilizado para designar neoplasia ou tumor maligno. É uma classe de doenças caracterizada pelo crescimento descontrolado e desordenado de células aberrantes, que não conseguem mais exercer a função pela qual eram responsáveis. Pode ocasionar a morte, “devido à invasão destrutiva de órgãos normais por estas células” (SASSE, 2004). Todos os cânceres têm o potencial de invasão ou de metastatização, mas cada tipo específico tem características clínicas e biológicas, que devem ser estudadas para um adequado diagnóstico, tratamento e acompanhamento. Fontes consultadas: http://www.andre.sasse.com/; http://www.inca.gov.br/; http://www.hcamargo.com/ ).
PSICO-ONCOLOGIA
A Psico-Oncologia é uma especialidade da psicologia onde o psicólogo atua no acompanhamento do paciente com câncer de sua familia e da equipe de saúde envolvida no tratamento do paciente.
O psicólogo pode atuar durante todas as etapas:
Com a familia do paciente, o psicólogo deve retirar dúvidas e transmitir informações claras sobre todo o processo, bem como oferecer suporte e apoio para que que estes possam compartilhar seus sentimentos, como medos e preocupações.
Independente da linha teórica do psicólogo (Comportamental, Psicanalítica, Cognitiva, Cognitivo-comportamental, Junguiana, Gestalt e outras), este deve conhecer as bases da Psico-oncologia, ou seja, as pesquisas cientificas que desde de 1980 (com Holland) vem delineando o campo. Além do mais é fundamental que o psicólogo tenha contato com a equipe de saúde envolvida no tratamento do paciente.
Várias técnicas (como: análise funcional, relaxamento, visualizações, psicodrama, calatonia, tarefas cognitivas, etc.) podem ser adotadas, o que dependerá da linha teórica do profisional solicitado.
O psicólogo pode atuar durante todas as etapas:
na prevenção do câncer;- durante os exames e testes de diagnótico;
- no momento do diagnóstico;
- durante todo o tratamento;
- pós-tratamento;
- nos cuidados paliativos (qdo já não existe possibilidade de cura).
Com a familia do paciente, o psicólogo deve retirar dúvidas e transmitir informações claras sobre todo o processo, bem como oferecer suporte e apoio para que que estes possam compartilhar seus sentimentos, como medos e preocupações.
Independente da linha teórica do psicólogo (Comportamental, Psicanalítica, Cognitiva, Cognitivo-comportamental, Junguiana, Gestalt e outras), este deve conhecer as bases da Psico-oncologia, ou seja, as pesquisas cientificas que desde de 1980 (com Holland) vem delineando o campo. Além do mais é fundamental que o psicólogo tenha contato com a equipe de saúde envolvida no tratamento do paciente.
Várias técnicas (como: análise funcional, relaxamento, visualizações, psicodrama, calatonia, tarefas cognitivas, etc.) podem ser adotadas, o que dependerá da linha teórica do profisional solicitado.
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